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Após arrumar a casa, agora é hora de crescer

A 41ª Couromoda, realizada em janeiro, em São Paulo/SP, entrou para a história de Leonardo Horta como sua primeira feira calçadista na posição de presidente da Vulcabras|azaleia (Parobé/RS), gestora das marcas Olympikus, Azaleia, Dijean, Reebok e uma das maiores indústrias de calçados e material esportivo da América Latina. Horta assumiu o cargo em dezembro passado, quando deixou a Galeazzi & Associados, responsável pela reestruturação da fabricante. Em entrevista ao jornal Exclusivo, o gestor conta sobre sua inserção na companhia, os planos para 2014 e sua visão de mercado para o ano que se inicia.

Você esteve totalmente envolvido na reestruturação da Vulcabras|azaleia. Como foi esse processo?

A reestruturação de uma empresa consiste em um processo nada fácil. Tanto é que alguns cases funcionam, outros não. É um processo doloroso e muito trabalhoso. As pessoas envolvidas têm que cumprir suas tarefas tradicionais do dia a dia e, além disso, pensar, junto ao apoio da consultoria, o que devem fazer para a melhoria da empresa. Isso depende de todos. Não é simplesmente uma pessoa de fora da companhia chegar e dizer ao profissional que ele está fazendo errado. O papel do consultor é passar a melhor forma, o melhor método para agir; é orientar as pessoas. À medida que elas vão entendendo e se adequando, o processo acontece.

Em que momento surgiu a oportunidade de assumir a presidência da empresa?

Justamente pelo sucesso da reestruturação a qual dei suporte, durante o ano de 2013, surgiu o convite para o cargo. A proposta, vinda dos acionistas da companhia, passou pela intermediação de Claudio Galeazzi, que é o sócio majoritário da Galeazzi & Associados, consultoria da qual fui sócio até dezembro de 2013.

Como foi a experiência de ter um estande exclusivamente feminino na Couromoda?

Muito do investimento da companhia está voltado para o fortalecimento do segmento feminino, visto que o esportivo já está bem consolidado. O mercado pôde ver isso, com maior intensidade, no estande exclusivamente feminino que apresentamos na Couromoda. Mas o estande foi somente a ponta do iceberg. Antes de construí-lo, tivemos todo o desenvolvimento de coleção, da gama de produtos que vêm para mostrar a força das marcas Azaleia e Dijean.

A reestruturação da empresa abriu portas para a terceirização. Como está se encaminhando esta parte da produção?

Hoje a gente já tem a terceirização aplicada em algumas linhas da empresa. A questão da terceirização só demonstra que a empresa está orientada para atender ao mercado. Se o mercado demanda um produto que se encaixa no posicionamento da empresa, nós vamos fazê-lo; seja ‘em casa’, seja em parte ou totalmente terceirizado. A companhia não está limitada ao que ela tem de estrutura industrial, e isso é um conceito que toda a empresa entendeu. E esse processo vai evoluir de acordo com a demanda.

Tratando de esportivos, como a realização da Copa do Mundo deve refletir nas vendas?

Toda vez que ocorre um evento de impacto no segmento esportivo, como é o caso da Copa do Mundo, o mercado ganha. Então, efetivamente, todo o nicho vai ficar mais em voga na visão das pessoas. E isso deve ser muito bom, tanto para quem vai apostar somente em artigos de futebol, quanto o esportivo num todo. E nós temos estratégia para trabalhar isso de forma positiva.

Quais são os planos da empresa para 2014?

Em 2013, focamos na estruturação organizacional da empresa. Agora, em 2014, nossa meta é o crescimento. Se você ‘arruma a casa’, fica muito mais fácil atingir seus objetivos. A partir do momento em que se tem uma estrutura embasada, como é o caso da Vulcabras|azaleia, projetamos para 2014 explorar o potencial das marcas, que estão muito bem posicionadas no mercado. Agora, a gente vem colocando isso em prática nas estratégias comerciais e nas ações de comunicação da companhia. E o que a gente espera para o primeiro semestre do ano é que isso vire realidade no ponto de venda. Esse é o ano de crescimento em vendas e consolidação da reestruturação que foi feita.

Como o mercado irá evoluir neste ano?

Creio que em 2014 se sairá bem quem souber ler o mercado na hora correta. Hoje, dizer como vai ser o ano é uma questão que a gente não vai conseguir responder com precisão. Mas para acertar ao máximo, investimos muito em uma área chamada ‘inteligência de mercado’. Nela, estudamos muito para entender como estão as outras marcas, escutar como estão os consumidores e o ponto de venda para entender o que as pessoas querem e como trabalhar com valor agregado. Aconteça o que acontecer em 2014, queremos estar preparados, e é pra isso que trabalhamos. Só existe um negócio promissor quando você tem marcas com futuro promissor e uma fortaleza como base, o que é o caso da Vulcabras|azaleia.

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